Preletores - nilceia figueiredo  
     
 

" Em outubro de 1994, Deus nos chamou à militar em seu exército; morria uma velha mulher cheia de questionamentos eternos, mágoas e nascia uma nova filha do "Papai".

No decorrer de um dos primeiros congressos evangélicos que participamos, um Pastor norte-americano, falava sobre serviço no Reino de Deus. Lembramos então dos dons naturais que tínhamos, e este preletor pediu que os escrevêssemos em um papel. Demo-nos conta então, de que tudo que o Pai nos presenteara poderia ser usado para o seu louvor e glória, e foi exatamente o que começamos fazer. Logo surgiu uma oportunidade de montarmos uma peça na Igreja, em 1996... à partir daí, nunca mais paramos, e Deus tem nos conduzido até este tempo.

Primeiro começamos timidamente servindo nossa igreja com montagens de pequenas esquetes teatrais quando se fazia necessário. Logo descobrimos nossa verdadeira paixão, as ruas..., nascia em nós uma paixão por aqueles que naturalmente jamais seriam alcançados, caso a Igreja não se posicionasse em sair das quatro paredes. Começamos então à investir no "teatro de rua", e mais e mais, Deus nos sinalizava o caminho, nos impulsionando à buscar estratégias novas. Foi então que em 1999, Deus nos levou à conhecer as Artes Circences, e mergulhamos pela primeira vez em um mundo, para nós até então, totalmente desconhecido. Foi um grande desafio, já que naturalmente não possuímas condições naturais para o aprendizado, com o nosso corpo, desta técnica milenar, que se perpetuou até os nossos dias através das tradicionais famílias circences. Quando me lembro do início, não sei se era mais difícil vencer os desafios do mundo de fora ou do de dentro de mim. Parecia um tempo em que Deus me presenteava com o mortificar diário da minha carne, em prol do seu reino. Se por um lado, aqueles que deveriam ser meus mestres, me diziam sem cessar que na minha idade já era praticamente impossível conseguir apreender aqueles conhecimentos, por outro lado, os meus irmãos comprados com o mesmo preço de sangue, viam aquele sonho com bastante descrédito. Muitos ignoravam, outros olhavam como se olha para um louco, e poucos, mesmo sem entender, oraram e profetizaram sobre a nossa vida. Glória `a Deus por esses poucos, pois hoje, após quatro anos de escola, oração e jejuns, Ele nos capacita à adorá-lo com esta arte, e formar um exército de adoradores que está disposto à buscar uma arte santa que vem do céu, diretamente do criador dela."

Fonte: http://www.petecaecia.com

 

 
   
   
 
     
 
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